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Operação Orión 26 entra numa nova fase: o *Charles de Gaulle* conclui a passagem do Mediterrâneo para o Atlântico

Homem com colete amarelo orienta descolagem de caça no convés de porta-aviões com mais navios militares ao fundo.

A Operação Orión 26, que reforça a presença naval francesa no Atlântico Norte e a sua projeção rumo ao Ártico, avançou para uma nova etapa depois de várias semanas dominadas pela concentração de meios aeronavais. O arranque desta fase fica marcado pela confirmação de que, após navegar nas águas do Estreito de Gibraltar, o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle da Marinha Nacional (Marine Nationale), acompanhado pelo seu grupo de escoltas multinacional, completou o trânsito do Mediterrâneo para o Atlântico.

Operação Orión 26: exercício multinacional de grande escala liderado por França

Tal como tem sido noticiado nas últimas semanas, a Operação Orión 26 é um dos exercícios multinacionais de maior relevância promovidos pelas Forças Armadas francesas, contando ainda com a participação de um número significativo de países europeus.

O exercício iniciou-se oficialmente ontem, 8 de fevereiro, depois de concluída a fase de concentração e preparação (uma espécie de “aquecimento”). A atividade prolonga-se até abril, envolvendo 12.000 militares, 25 navios, 140 aeronaves e drones, além de unidades terrestres destacadas em diferentes regiões de França.

Grupo Aeronaval francês com o Charles de Gaulle e escoltas multinacionais

Na última semana, ganharam destaque as ações conduzidas pelo Grupo Aeronaval francês, cujo navio principal é o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle. Para lá dos escoltas e navios de apoio da Marinha Nacional (Marine Nationale), integraram-se no grupo:

  • a fragata F-101 Álvaro de Bazán (Armada de Espanha);
  • a fragata HNLMS Evertsen (F805) (Marinha dos Países Baixos);
  • a fragata Mohammed VI (Marinha de Marrocos).

Antes disso, já tinha sido indicada a presença do contratorpedeiro da classe Horizon Andrea Doria (D 553), pertencente à Marinha Italiana (Marina Militare).

Ainda antes do arranque oficial, no contexto da fase de reunião, o grupo aeronaval francês realizou no Mediterrâneo exercícios de controlo do espaço aéreo e marítimo, bem como manobras táticas e navegação em formação, com o objetivo de familiarizar as guarnições para a fase de execução.

Próximas atividades no Atlântico e no Golfo da Biscaia

Já a navegar em águas do Atlântico, o programa de atividades aeronaval prosseguirá no Golfo da Biscaia, onde, segundo adiantou o Estado-Maior da Defesa de Espanha, “será simulada uma operação conjunta multinacional, com a máxima ativação das capacidades dos quartéis-generais operacionais, bem como dos órgãos de apoio logístico e de comando e controlo”.

A transição para o Atlântico traz também exigências operacionais distintas das do Mediterrâneo: meteorologia mais instável, maior amplitude de mar e condições de navegação mais severas, fatores que testam a prontidão das equipas, a coordenação entre navios e aeronaves e a capacidade de sustentar operações prolongadas longe das bases.

Além disso, a dimensão multinacional da Operação Orión 26 exige um esforço reforçado de interoperabilidade - desde procedimentos de comunicações e ligação de dados até à integração de cadeias de comando -, garantindo que unidades de diferentes marinhas conseguem atuar como um conjunto coerente em cenários complexos.

Fotografia de capa utilizada apenas para fins ilustrativos.

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