Depois de concluída a incorporação oficial ao serviço do primeiro navio em outubro de 2025, a Direção-Geral do Armamento (DGA) confirmou formalmente a encomenda para a construção de uma quinta fragata FDI destinada à Marinha Nacional francesa (Marine Nationale). A informação foi tornada pública a 31 de março, reforçando a aposta nesta nova plataforma, concebida para substituir - já na década de 2030 - as atuais fragatas francesas da classe La Fayette, ao mesmo tempo que continuam a ser assinalados progressos na construção e nas entregas dos navios destinados à Armada Helénica.
Fragatas FDI: uma das plataformas mais avançadas na frota de superfície francesa
As fragatas de defesa e intervenção - FDI (sigla francesa) - estão entre as plataformas navais mais modernas que estão a ser introduzidas na frota de superfície da Marine Nationale.
Concebidos com a polivalência como princípio orientador, os navios desta classe são preparados para executar um vasto leque de missões, nomeadamente: - guerra antiaérea; - guerra antissuperfície; - guerra antissubmarina; - vigilância; - patrulhamento; - reconhecimento,
tendo também em consideração cenários operacionais assimétricos.
Armamento e arquitetura digital: Exocet, Aster, MU90 e um “centro de dados” ciberseguro
Para cumprir estas missões, as FDI recorrem a um conjunto relevante de armamento. Segundo a DGA, a configuração inclui: - mísseis antinavio Exocet MM40 B3c; - mísseis antiaéreos Aster 15 e Aster 30; - torpedos MU90; - artilharia de 20 mm e 76 mm.
A DGA acrescenta ainda que: “cada FDI dispõe de um centro de dados ciberseguro e redundante, que alberga as aplicações necessárias à sua operação e ao funcionamento do seu sistema de combate. Dotadas de capacidades de cálculo significativas, estas fortalezas digitais conseguem processar um grande volume de informação proveniente dos diferentes sensores embarcados”.
Estado do programa: Amiral Ronarc’h ao serviço e entregas entre 2027 e 2032
Neste momento, a Marine Nationale já opera o primeiro navio da classe, o Amiral Ronarc’h. Em paralelo, o Naval Group prossegue a construção das restantes unidades, prevendo-se entregas faseadas entre 2027 e 2032.
Em simultâneo, o estaleiro também avança com as unidades destinadas à Armada Helénica, a qual já recebeu o seu primeiro navio e confirmou, adicionalmente, a aquisição de uma fragata extra.
Do debate sobre mais unidades à confirmação do 5.º navio: Amiral Cabanier
Desde o início do ano, e após a confirmação da decisão grega de encomendar mais navios, vinha ganhando força a especulação de que o Ministério das Forças Armadas francês e a Marine Nationale poderiam vir a autorizar um lote adicional de até três fragatas, complementando assim as primeiras quatro.
Por esse motivo, a validação da encomenda do quinto navio, oficialmente designado “Amiral Cabanier”, poderá vir a ser seguida - e eventualmente ampliada - por novas encomendas. Ainda assim, até ao momento, essa possibilidade não foi referida de forma oficial.
Continuidade industrial e preparação operacional no ciclo de vida das fragatas FDI
Para além do reforço da linha de navios da Marine Nationale, a continuidade de encomendas tende a trazer vantagens no planeamento industrial e na estabilização de calendários de produção e integração de sistemas, algo particularmente relevante em programas com entregas escalonadas ao longo de vários anos.
Do ponto de vista operacional, a introdução progressiva das FDI implica também um trabalho sustentado de formação e adaptação - tanto ao nível das guarnições como dos procedimentos de manutenção - para garantir que as capacidades digitais, os sensores e o sistema de combate são explorados de forma consistente durante toda a vida útil da classe.
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