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Semana Mundial do Espaço: Desafios de Viver no Espaço e Como Superá-los

Astronauta em gravidade zero interage com holograma do corpo humano numa estação espacial.

Atenção, Houston: temos um anúncio - é a Semana Mundial do Espaço. Este ano, o tema é “Viver no Espaço”, por isso voltamos a destacar alguns dos nossos melhores textos sobre os desafios (e as maravilhas) de existir em microgravidade e em mundos muito longe de casa.

A vida fora da Terra obriga o corpo a adaptar-se a condições extremas: menos carga mecânica nos ossos e músculos, radiação mais intensa, alterações nos fluidos corporais e ritmos biológicos perturbados. O resultado pode ir de mudanças subtis a efeitos que levantam preocupações reais para missões longas, como uma futura estadia na Lua ou em Marte.

Também vale a pena sublinhar que muitos destes riscos não são inevitáveis: programas rigorosos de exercício a bordo, dietas ajustadas, monitorização contínua e estratégias para reduzir a exposição à radiação já fazem parte do “kit” de sobrevivência no espaço. Ainda assim, há perguntas que continuam em aberto - e é por isso que estes estudos são tão importantes.

Voos espaciais podem acelerar o envelhecimento de células estaminais humanas, conclui estudo

As exigências das viagens espaciais podem apressar transformações no organismo que normalmente associamos ao envelhecimento.

De acordo com um estudo recente que analisou tecidos humanos enviados para a órbita baixa da Terra, o tempo passado no espaço parece diminuir a produção celular, agravar danos no ADN e intensificar sinais de envelhecimento nos telómeros - as “tampas” que protegem as extremidades dos cromossomas.

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Já sabemos até que ponto o espaço está a destruir os glóbulos vermelhos dos astronautas

Desde que a nossa espécie começou a passar períodos prolongados fora do planeta, os investigadores notaram um padrão intrigante e repetido: a perda consistente de glóbulos vermelhos em astronautas.

Este efeito é conhecido como “anemia espacial” e, até há pouco tempo, a sua origem permanecia um enigma. Um estudo de 2022 aponta agora para um mecanismo destrutivo e persistente que pode explicar por que motivo este fenómeno ocorre.

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O que a vida prolongada no espaço faz ao cérebro dos astronautas (segundo a ciência)

Como se os astronautas já não tivessem o suficiente com que se preocupar, um novo estudo veio confirmar mais um potencial problema de saúde para quem se aventura além da Terra: expansão de tecido na zona superior do cérebro.

Ainda não é claro quais podem ser as consequências deste inchaço - nem sequer se existem efeitos negativos garantidos. Ainda assim, é difícil imaginar que um “aperto cerebral” seja algo por que futuros pioneiros em Marte estejam ansiosos.

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O espaço pode representar uma ameaça inesperada ao microbioma intestinal, descobrem cientistas

Num estudo recente, uma equipa internacional de cientistas olhou para um componente da saúde humana que muitas vezes passa despercebido: o microbioma. Em termos simples, a questão é esta: como é que o tempo no espaço pode alterar as bactérias do intestino, tão importantes para o nosso bem-estar?

Tal como os autores referem, a microbiota dos astronautas terá de lidar com stress acrescido causado pela microgravidade e pela radiação espacial, incluindo os raios cósmicos galácticos.

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A NASA levou ratos ao espaço - e isso fez algo assustador aos seus ossos

Flutuar em microgravidade pode parecer um alívio para um esqueleto feito para suportar peso, mas quando os astronautas passam meses no espaço, a densidade óssea sofre uma redução séria - e pode nunca recuperar por completo.

Um estudo com ratos a bordo da Estação Espacial Internacional deu aos cientistas da NASA pistas mais sólidas sobre por que razão este risco significativo (e ainda não totalmente resolvido) existe.

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Humanos geneticamente melhorados podem ser o futuro das viagens espaciais e do “Viver no Espaço”

Quando se pensa em assentamentos humanos na Lua, em Marte e ainda mais longe, costuma dar-se grande atenção ao tempo de viagem, à alimentação e ao risco da radiação.

Mas, num ambiente implacável de espaço profundo, alguns investigadores e pensadores têm defendido a edição do genoma como uma possível via para garantir que os humanos conseguem tolerar condições severas à medida que avançam pelo Sistema Solar.

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