Elon Musk, diretor-executivo da Tesla, anunciou hoje na rede social X que a marca norte-americana vai deixar de vender o FSD (Condução Autónoma Total) após 14 de fevereiro.
Isto, porém, não significa que a funcionalidade vá desaparecer dos automóveis da Tesla. Segundo Musk, a partir dessa data o FSD passará a estar disponível exclusivamente através de uma subscrição mensal. Até há muito pouco tempo, o acesso era essencialmente feito por compra única, que em Portugal tem atualmente o preço de 7 500 €.
O responsável não adiantou as razões que sustentam a mudança, mas a publicação provocou reações negativas imediatas entre utilizadores, sobretudo por poder afetar quem preferia “comprar e ficar com o pacote”. Nos Estados Unidos, a modalidade de subscrição já existe e custa 99 dólares por mês (cerca de 84 €).
A Tesla vai deixar de vender o FSD depois de 14 de fevereiro.
A partir daí, o FSD só estará disponível como subscrição mensal.
- Elon Musk (@elonmusk), 14 de janeiro de 2026
Uma transição para subscrição também pode alterar a forma como muitos condutores ponderam o investimento: para alguns, a mensalidade reduz a barreira de entrada e permite ativar o FSD apenas em determinados meses (por exemplo, em viagens longas); para outros, pode representar um custo acumulado mais elevado ao longo do tempo, sobretudo para quem planeia manter o veículo durante vários anos.
Em Portugal, falta ainda saber se o valor mensal será alinhado com o preço praticado nos EUA e se haverá condições específicas para diferentes modelos. Ainda assim, é expectável que a discussão se intensifique em torno da transparência do serviço, da evolução das funcionalidades ao longo do tempo e do que, exatamente, fica incluído em cada modalidade de acesso.
FSD da Tesla: o que é a Condução Autónoma Total?
O FSD (Condução Autónoma Total) é um pacote de software avançado de assistência à condução que pretende aproximar os veículos da Tesla de um patamar muito elevado de automatização. Apesar do nome, os modelos com FSD não são considerados totalmente autónomos e exigem que o condutor mantenha supervisão permanente.
De acordo com a Sociedade de Engenheiros Automóveis (SAE), o Autopilot da Tesla enquadra-se no Nível 2 de condução autónoma. Na prática, isto significa que o condutor tem de vigiar continuamente a via, identificar situações de risco, reconhecer obstáculos e assumir o controlo sempre que seja necessário. No mesmo referencial, o Nível 0 corresponde a condução totalmente controlada pelo condutor, enquanto o Nível 5 representa condução 100% autónoma.
Uma das particularidades deste sistema é a capacidade de receber atualizações remotas, o que permite que o conjunto de funcionalidades continue a evoluir e seja melhorado ao longo do tempo. Em comparação com o Autopilot “tradicional”, o FSD distingue-se por oferecer competências mais avançadas, sobretudo quando o cenário envolve condução em cidade.
Em Portugal, o FSD encontra-se disponível com funcionalidades mais limitadas, em grande medida devido às restrições da legislação europeia. Este quadro poderá, no entanto, sofrer alterações já em fevereiro, caso se confirme a eventual aprovação do sistema FSD da Tesla pela autoridade de veículos dos Países Baixos (RDW) - um passo que poderá funcionar como porta de entrada para outros países da União Europeia, incluindo Portugal.
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