No Savannah Combat Readiness Training Center (Geórgia, EUA), a empresa de forças opositoras Top Aces destacou-se ao empenhar os seus F-16 numa participação relevante no exercício Sentry South 26.1, realizado de 20 a 23 de janeiro de 2026. Orientadas para o domínio do espaço aéreo, as atividades juntaram aeronaves de quarta e quinta geração num quadro de operações conjuntas, criando condições para os pilotos refinarem táticas de ataque e de defesa perante ameaças avançadas.
Sentry South 26.1: área de treino, altitude e integração de gerações (F-16, F-22 e F-35)
O Sentry South 26.1, que sucede aos exercícios Sentry Savannah e Southern Strike, decorre num dos maiores cenários de treino aéreo do mundo: mais de 30 000 milhas quadradas (cerca de 77 700 km²) disponíveis ao largo da costa da Geórgia. Esta área proporciona uma ampla liberdade de manobra entre a superfície do oceano e os 60 000 pés (aprox. 18 300 m) de altitude, reduzindo restrições operacionais e permitindo treino de elevada intensidade com caças furtivos Lockheed Martin F-22 e F-35, complementados por Boeing F/A-18 e Lockheed Martin F-16, tanto da USAF como do USMC.
A conjugação de aeronaves de diferentes gerações reforça a preparação tática para missões de contra-ataque aéreo em vertentes ofensiva e defensiva, ao mesmo tempo que apoia a prática de neutralização de sistemas avançados de defesa aérea.
Mais de 30 horas em quatro dias: o contributo dos F-16 “agressores” da Top Aces
Ao longo do exercício, os F-16 no papel de “agressores” somaram mais de 30 horas de voo em apenas quatro dias. Durante as surtidas, operaram em conjunto com F-22, F-35, F/A-18 e outros F-16, colocando à prova manobras de combate aéreo e táticas de supressão de defesas antiaéreas.
Esta participação evidencia como os esquadrões de adversários avançados ajudam a Força Aérea dos Estados Unidos a preservar e a aprofundar a interoperabilidade entre plataformas, elevando a prontidão face a ameaças contemporâneas.
Modernização dos F-16 da Top Aces: IRST, AESA, HMD e Link-16
Com uma experiência longa neste domínio, os F-16 agressores da Top Aces, vocacionados para a simulação de forças adversárias (AAF), passaram a integrar, desde 2024, um módulo de pesquisa e seguimento por infravermelhos (IRST). Esta capacidade reforça a deteção e o acompanhamento de alvos, incluindo os que apresentam assinatura radar reduzida ou que estão protegidos por interferências eletrónicas (jamming).
A tecnologia IRST, quando combinada com radares AESA, sistemas de designação/visualização de alvos no capacete (HMD – Helmet Mounted Display) e a ligação de dados Link-16, viabiliza treinos mais realistas e seguros, aproximando a experiência dos pilotos de condições típicas do combate aéreo moderno.
Sensores IRST Skyward (Leonardo) nos F-16 da Top Aces
Um exemplo relevante é o dos sensores IRST Skyward, produzidos pela Leonardo, que são os mesmos que equipam caças de primeira linha como o Saab Gripen E. A diferença essencial é que, nos F-16, estes sensores são instalados em pods externos, o que ilustra a atualização contínua aplicada pela Top Aces às suas aeronaves e aos respetivos programas de formação.
Preparação realista e validação tática em ambiente conjunto
Além do voo propriamente dito, exercícios como o Sentry South 26.1 tendem a valorizar a medição de desempenho por meio de planeamento detalhado, recolha de dados em missão e debriefings rigorosos. Este ciclo permite transformar cada surtida em aprendizagem objetiva, alinhando procedimentos entre equipas e plataformas e reduzindo o intervalo entre treino e aplicação operacional.
A presença de aeronaves “agressoras” com sensores e ligações de dados avançadas acrescenta complexidade controlada ao cenário, contribuindo para que as tripulações pratiquem a identificação, a priorização de ameaças e a coordenação em tempo real, sob condições de elevada exigência.
Conclusão
O Sentry South 26.1 sublinha a relevância da cooperação entre plataformas de quarta e quinta geração em exercícios conjuntos, onde a integração de sistemas avançados em aeronaves agressoras - como os F-16 da Top Aces - assume um papel determinante na formação de pilotos, reforçando a capacidade de resposta perante cenários realistas de combate e de alta intensidade.
Créditos das imagens: Top Aces – DVIDS.
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