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Super Bowl: o sobrevoo militar das Forças Armadas dos EUA na 50.ª edição

Quatro aviões militares em formação sobre um estádio de futebol cheio de espectadores.

A final de futebol americano conhecida em todo o mundo como o Super Bowl é um fenómeno de massas que prende a atenção de milhões de pessoas nos Estados Unidos e além-fronteiras. Embora o centro das atenções desta 50.ª edição esteja naturalmente em saber quem levantará o troféu Vince Lombardi - num encontro entre os Seattle Seahawks e os New England Patriots, campeões das respectivas conferências - o espectáculo inclui também um momento de forte carga simbólica: a demonstração de presença das Forças Armadas dos EUA através do tradicional sobrevoo que encerra a execução do hino nacional.

Sobrevoo no Super Bowl sobre o Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia

Desta vez, como é habitual, o céu sobre o Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, foi marcado pelo estrondo e pela passagem em formação de aeronaves de combate e bombardeamento, num dispositivo que juntou meios da Marinha dos Estados Unidos e da Força Aérea dos Estados Unidos.

Nos dias que antecederam o jogo, tanto a Marinha como a Força Aérea foram antecipando informações sobre o planeamento do sobrevoo e sobre o enquadramento do dispositivo de segurança associado a um evento da dimensão do Super Bowl, onde o controlo do espaço aéreo e a coordenação entre entidades civis e militares assumem um papel decisivo.

250.º aniversário da Marinha dos Estados Unidos e a mensagem de “força conjunta”

Importa notar que este tipo de exibição pública ganha ainda mais relevo por ocorrer no contexto das celebrações e evocações do 250.º aniversário da Marinha dos Estados Unidos.

A este propósito, as forças envolvidas sublinharam previamente a intenção simbólica da iniciativa, afirmando, em termos equivalentes, que: “Embora este sobrevoo evidencie a Força Aérea e a Marinha - um símbolo marcante de 250 anos de poder aéreo e robustez marítima dos Estados Unidos - ele representa também a totalidade da força conjunta: Exército, Corpo de Fuzileiros Navais, Marinha, Força Aérea, Força Espacial e Guarda Costeira, a operar de forma integrada em todos os domínios para defender a nação e proteger 250 anos de liberdade nos Estados Unidos.”

A formação aérea: B-1B Lancer, F-15C Eagle, F-35C Lightning II e F/A-18 Super Hornet

Com este enquadramento, e como fecho da cerimónia de abertura do evento, atravessou o céu do Levi’s Stadium uma formação composta por:

  • 1 bombardeiro estratégico B-1B Lancer (Força Aérea dos Estados Unidos)
  • 2 F-15C Eagle (Força Aérea dos Estados Unidos)
  • 2 F-35C Lightning II (caças furtivos embarcados da aviação naval)
  • 2 F/A-18 Super Hornet (aviação naval)

Segundo a Força Aérea dos Estados Unidos, o B-1B Lancer estava associado à Base Aérea de Ellsworth, no estado do Dakota do Sul, enquanto os F-15C Eagle operam a partir da Base Aérea da Guarda Nacional de Fresno, na Califórnia. Já as aeronaves de combate da aviação naval actuam a partir da Estação Aeronaval de Lemoore, igualmente situada na Califórnia.

Para além do impacto visual e sonoro, este tipo de passagem aérea exige preparação detalhada, com rotas e altitudes definidas ao pormenor e janelas temporais rigorosas para que a formação surja exactamente no momento previsto após o hino. Em paralelo, são implementadas medidas de gestão do espaço aéreo para minimizar riscos e garantir a segurança de um recinto com dezenas de milhares de pessoas.

O resultado final é um instante curto, mas altamente coreografado, que liga a dimensão desportiva do Super Bowl à narrativa institucional e histórica das Forças Armadas dos EUA, reforçando a ideia de coordenação entre ramos e a projecção pública das suas capacidades.

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