Se já usava a aplicação da Revolut como “substituto” do banco, esta notícia ajuda a perceber porquê: a fintech dá agora um passo formal que pode mexer com o setor muito para lá do Reino Unido.
Depois de quatro anos de processos e negociações exigentes, a Revolut conseguiu finalmente uma licença bancária completa no Reino Unido. A autorização foi atribuída pelo supervisor bancário do Bank of England, a Prudential Regulation Authority.
Há onze anos que a empresa disponibiliza vários serviços financeiros muito semelhantes aos de outros bancos. É o caso de contas à ordem, cartões, câmbio, ofertas de investimento em ações e criptomoedas, bem como soluções para profissionais.
Mas esta licença bancária - quando até aqui operava localmente como instituição de pagamento - muda o jogo e permite-lhe avançar com certas atividades, como cartões de crédito e outras soluções de financiamento.
75 mil milhões de dólares de valorização
O anúncio foi, naturalmente, motivo de satisfação para Nik Storonsky, cofundador e CEO da Revolut:
O lançamento do nosso banco no Reino Unido é uma prioridade estratégica de longa data para a Revolut e marca um passo importante no nosso desenvolvimento. O Reino Unido é o nosso mercado de origem e está no centro do nosso crescimento. Estamos ansiosos por apresentar uma gama completa de serviços bancários aos nossos milhões de clientes britânicos, oferecendo-lhes a mesma experiência inovadora que já propomos no resto da Europa. Este é um passo essencial na nossa missão de construir o primeiro banco verdadeiramente global.
E a fintech não pretende ficar por aqui. Já com uma licença bancária em território da UE (na Lituânia), está também a trabalhar para conseguir o mesmo nos Estados Unidos. Em termos de dimensão, não fica atrás de outros grandes bancos europeus: com uma valorização de 75 mil milhões de dólares, ultrapassa gigantes franceses como a Société Générale e o Crédit Agricole (cerca de 50 milhões de euros cada).
A Revolut continua a acelerar e anunciou um plano de investimento global de 11,5 mil milhões de euros ao longo de cinco anos, além da criação de 10 000 empregos. A empresa quer entrar em 30 novos mercados até 2030. Para aprofundar, vale a pena reler o nosso artigo anterior, que aborda a importância do teletrabalho na cultura interna da empresa.
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