Quando se fala em carros elétricos para o grande público, há um nome que aparece quase sempre na conversa: LEAF. Lançado em 2010, o Nissan LEAF foi, para muitos, o verdadeiro ponto de partida da mobilidade elétrica moderna e chegou a ser, durante vários anos, o elétrico mais vendido do mundo, ultrapassando hoje as 700 mil unidades entregues.
Com o tempo, essa liderança foi-se esbatendo - e nem a segunda geração conseguiu recuperar o protagonismo. Agora, o modelo regressa com a maior mudança de sempre: promete ser mais espaçoso, mais tecnológico, mais potente e aponta para uma autonomia superior a 600 quilómetros (WLTP).
Antes de chegar a Portugal - ainda durante o primeiro trimestre deste ano, o novo Nissan LEAF passou rapidamente pelo Salão de Bruxelas 2026, que abriu hoje portas. Fique com o nosso primeiro contacto ao modelo:
Revolução em todos os sentidos
À primeira vista, o modelo deixa para trás as linhas algo peculiares e menos consensuais das gerações anteriores e assume um visual mais sólido, com proporções mais equilibradas, em linha com a atual moda dos SUV-coupé.
Além de mais eficiente ao nível aerodinâmico (Cx de apenas 0,25), a silhueta do novo LEAF parece também mais bem conseguida, sobretudo na traseira, onde sobressai a assinatura luminosa integrada numa máscara preta.
E se a tendência das novas gerações costuma passar por crescer em dimensões, no caso do novo LEAF a história é diferente. Curiosamente, ficou 13 cm mais curto (4,35 m), 1 cm mais alto e 2 cm mais largo do que antes. Já no interior, é o mais espaçoso de sempre, tirando partido de uma plataforma dedicada.
No habitáculo, o novo LEAF deu um salto geracional evidente. Se os anteriores já mostravam a idade, aqui tudo mudou: existem agora dois ecrãs de 14,3″ lado a lado, dedicados à instrumentação e ao painel de instrumentos.
LEAF com autonomia recorde no segmento
Debaixo da carroçaria, o novo Nissan LEAF assenta na plataforma CMF-EV - a mesma usada pelo Nissan Ariya e pelo Renault Megane E-Tech - e passa a oferecer duas baterias: uma de 52 kWh, com até 436 km de autonomia (WLTP), e outra maior, de 75 kWh, que anuncia até 622 km entre carregamentos.
Nos carregamentos - e talvez num dos pontos menos entusiasmantes deste elétrico - o LEAF não acompanha as potências mais elevadas que já vemos noutros modelos. Em corrente contínua (DC), o SUV japonês admite um máximo de 105 kW (bateria mais pequena) ou 150 kW (bateria maior).
Já em corrente alternada (AC), o Nissan LEAF pode carregar a velocidades de até 7,4 kW ou, opcionalmente, a 11 kW.
Quanto vai custar?
O novo Nissan LEAF só chega a Portugal no primeiro trimestre de 2026. Para já, ainda não existem preços definidos para o mercado nacional. Ainda assim, a marca nipónica garante que será muito competitivo.
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