A Naval Group, de França, comunicou que a segunda fragata FDI destinada à Armada da Grécia deu mais um passo rumo à futura entrega, após a confirmação de que a HS Nearhos (F-602) iniciou as suas primeiras provas de mar, tendo largado do estaleiro da Naval Group em Lorient, França. Este marco representa um avanço adicional no ambicioso programa de modernização da frota de superfície grega.
Primeiras provas de mar da fragata FDI HS Nearhos (F-602)
A fragata FDI HS Nearhos arrancou com a campanha inicial de ensaios no mar para confirmar o funcionamento correcto dos principais sistemas de propulsão, navegação, controlo e governo, bem como para avaliar o comportamento global do navio em condições reais de operação. Estas provas são uma etapa essencial antes do início da integração faseada dos sistemas de combate e dos sensores mais complexos.
Capacidades e configuração das fragatas FDI da Armada Helénica
As fragatas FDI actualmente em processo de incorporação pela Armada Helénica deslocam cerca de 4 500 toneladas e foram concebidas como plataformas multipropósito, aptas a cumprir missões de:
- Defesa aérea
- Guerra anti-submarina
- Guerra de superfície
- Projecção de forças especiais
Existe ainda uma ênfase clara na capacidade de enfrentar ameaças assimétricas. Neste contexto, o projecto integra as soluções mais recentes da Thales em matéria de radares, sonares e guerra electrónica, elevando de forma significativa o nível de consciência situacional da classe.
Dimensões, desempenho e aviação embarcada (FDI)
Do ponto de vista técnico, a fragata apresenta cerca de 122 metros de comprimento e 18 metros de boca, atingindo uma velocidade máxima na ordem dos 27 nós (aprox. 50 km/h). Dispõe igualmente de infra-estruturas para operar:
- Helicópteros embarcados até 10 toneladas
- Veículos aéreos não tripulados de descolagem e aterragem vertical (VTOL)
Esta combinação aumenta de forma relevante o raio de acção e as capacidades de vigilância e combate.
Evolução do programa FDI grego e calendário de entregas
Em paralelo com o progresso da HS Nearhos, o programa FDI da Grécia continua a registar avanços consistentes. A terceira unidade, a HS Formion (F-603), concluiu a montagem do casco em Agosto de 2025, depois de o primeiro bloco da quilha ter sido colocado em Abril do mesmo ano, estando a sua entrega prevista para 2026. Importa recordar que a cerimónia de lançamento à água da HS Nearhos decorreu em Setembro de 2024, assinalando o início da fase final de construção.
Reforço da Armada de Grécia: chegada do HS Kimon e opção por uma quarta FDI
As provas de mar desta segunda fragata surgem poucas semanas após a chegada à Grécia da primeira unidade da classe, a HS Kimon (F-601), e enquadram-se num esforço mais amplo de robustecimento da Armada Helénica. A força naval já confirmou, entretanto, a opção para a construção de uma quarta fragata FDI, que receberá o nome HS Themistocles (F-600). Desta forma, a Grécia consolida um dos programas navais mais relevantes do Mediterrâneo oriental, orientado para renovar as capacidades de superfície num ambiente regional cada vez mais exigente.
Integração operacional, treino e sustentação ao longo do ciclo de vida (fragatas FDI)
Para além da construção e dos ensaios no mar, a entrada ao serviço de fragatas FDI implica um processo exigente de integração operacional: formação de guarnições, qualificação de equipas de manutenção, criação de rotinas de abastecimento e adaptação de infra-estruturas de apoio em porto. Estes factores tornam-se decisivos para garantir disponibilidade elevada e tempos de resposta curtos, sobretudo quando a frota opera em diferentes teatros e sob níveis de prontidão variáveis.
Impacto estratégico no Mediterrâneo oriental com as fragatas FDI
Com a incorporação gradual da classe, a Armada de Grécia reforça a capacidade de dissuasão e de presença prolongada, beneficiando de melhores meios para vigilância, protecção de linhas de comunicação marítima e resposta a incidentes de segurança. Num contexto de maior complexidade no Mediterrâneo oriental, a chegada das fragatas FDI contribui para uma postura mais robusta em missões de defesa, protecção e projecção de força.
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