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Espanha apresenta a sua indústria de defesa na World Defense Show na Arábia Saudita.

Três homens em traje formal e tradicional apertam as mãos atrás de modelos de navio, drone e veículo militar.

A ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, visitou o Pavilhão de Espanha no World Defense Show 2026 (WDS), na Arábia Saudita, acompanhada por Esperanza Casteleiro, diretora do Centro Nacional de Inteligência, e pelo tenente-general Miguel Ivorra, diretor-geral da Direção-Geral de Estratégia e Inovação da Indústria de Defesa.

Aproveitando a abertura do certame na capital saudita, Margarita Robles reforçou, de forma pública, o apoio do Governo espanhol à indústria nacional e salientou que o atual ciclo de investimento “veio para ficar”.

Durante o percurso pelo evento - organizado pela Autoridade Geral das Indústrias Militares (GAMI, na sigla internacional) - a ministra sublinhou a oportunidade de “tirar partido da conjuntura internacional” para que o tecido industrial espanhol se expanda, crie emprego e consolide capacidades tecnológicas.

Pavilhão de Espanha e indústria de defesa espanhola: empresas de referência, capacidade tecnológica e oferta exportável

A presença espanhola no WDS estrutura-se em torno do Pavilhão de Espanha, coordenado pela Associação Espanhola de Empresas Tecnológicas de Defesa, Segurança, Aeronáutica e Espaço (TEDAE). Neste espaço juntam-se 13 expositores representativos da indústria nacional, com o objetivo de apresentar desenvolvimentos inovadores e tecnologias de segurança e defesa, reforçando a visibilidade da oferta espanhola num fórum internacional de primeira linha.

Na lista pública de expositores do pavilhão constam, entre outras, empresas de destaque como Navantia, Indra, EM&E, Instalaza, Grupo Oesía, Sener, Hisdesat, SAES, URO, Marine Instruments e DENN.

De acordo com a TEDAE, a participação espanhola procura reafirmar a competitividade e a excelência tecnológica das empresas, bem como a sua capacidade para liderar projetos estratégicos em áreas-chave da cadeia de valor.

Esta aposta do conglomerado industrial espanhol assenta em três pilares essenciais: o compromisso do setor com a inovação, a colaboração internacional com parceiros e clientes, e a consolidação de Espanha como ator industrial de referência nos programas globais de maior dimensão.

Um dos elementos que ganha peso neste tipo de eventos é o contacto direto com decisores, integradores e utilizadores finais, o que acelera a identificação de necessidades operacionais e a adaptação de soluções. Além disso, a participação em pavilhões nacionais facilita a projeção de fornecedores especializados - incluindo empresas de média dimensão - que beneficiam de maior exposição ao lado dos principais grupos do setor.

Consolidação industrial multidimensional entre Espanha e Arábia Saudita

A Arábia Saudita é, há vários anos, um mercado prioritário para a indústria espanhola, com uma balança comercial favorável a Madrid no domínio da segurança e defesa. Os projetos em curso combinam fornecimento, apoio ao ciclo de vida e transferência de capacidades.

Entre as iniciativas em destaque, o Ministério da Defesa assinala a cooperação no setor naval com a Navantia (corvetas e fragatas), com a Airbus DS no domínio aéreo (manutenção de frotas) e o desenvolvimento de tecnologia de radares e guerra eletrónica com a Indra. Em paralelo, empresas como a EM&E e a Instalaza mantêm acordos para o desenvolvimento de sistemas de armas e munições em território saudita.

A evolução desta cooperação industrial tende também a valorizar componentes como formação técnica, engenharia de suporte e integração de sistemas, áreas que reforçam a sustentabilidade dos programas a médio e longo prazo e ajudam a consolidar competências locais sem deixar de preservar a competitividade e a robustez tecnológica da indústria espanhola.

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