A propósito do Toyota GR GT, o superdesportivo muito aguardado da marca japonesa, continua a somar-se informação - e também expectativas - em torno da sua estreia, agendada para 5 de dezembro. A marca já colocou a “contagem decrescente” em andamento, no sentido literal do termo, alimentando o suspense sobre o que aí vem.
Até aqui, esta nova mecânica foi praticamente sempre associada a automóveis de vocação desportiva. Ainda assim, os indícios mais recentes apontam para um cenário mais abrangente: este motor de grande cilindrada poderá acabar por ter lugar sob o capô de modelos bem diferentes.
Em declarações à publicação australiana Drive, Takashi Uehara, responsável máximo pelos grupos motopropulsores da Toyota, adiantou que, do ponto de vista técnico, é viável montar este novo motor em vários modelos - incluindo, por exemplo, o Land Cruiser 300.
Segundo Uehara, o V8 está “de algum modo próximo” do novo G20E, o chamado «supermotor» de 2,0 litros e quatro cilindros, capaz de atingir 400 cv e que já se mostrou em pista num GR Yaris de motor central traseiro. Na prática, a ideia base é simples: este V8 pode ser entendido como se fosse a combinação de dois G20E.
Este nível elevado de modularidade reforça a possibilidade de o motor vir a servir uma gama alargada de veículos, sobretudo os de maiores dimensões. Além disso, foi desenvolvido já a pensar na eletrificação, o que lhe dá margem para responder às normas de emissões cada vez mais exigentes.
Vale a pena notar que, num V8 biturbo híbrido, a eletrificação não serve apenas para “baixar consumos”: pode também preencher a entrega de binário em rotações mais baixas e suavizar transições, algo particularmente relevante num motor pensado para prestações. Isso ajuda a explicar porque este conjunto poderá ter múltiplas aplicações, mesmo fora do universo dos desportivos.
Toyota GR GT e o V8 biturbo híbrido: potência? Muita
O Toyota GR GT tem provocado mais perguntas do que respostas, mas há um ponto que parece assente: o V8 biturbo híbrido deverá estar entre os motores mais poderosos alguma vez criados pela Toyota - e já houve até oportunidade de o ouvir num teaser.
Apesar disso, o valor oficial de potência continua guardado a sete chaves. Ainda assim, Uehara deixou claro que a opção por um V8 foi uma decisão técnica e não apenas emocional.
“Se começarmos por definir qual a potência máxima de que precisamos, temos logo de ponderar o regime máximo de rotações. A seguir, entra o desenho da câmara de combustão. Só depois disso é que chegámos à conclusão de que a arquitetura ideal era um V8.”
Takashi Uehara, responsável máximo pelos grupos motrizes da Toyota
Como referência, a variante GT3 - orientada para competição - deverá situar-se entre 500 cv e 600 cv, de acordo com os regulamentos. Já a versão de estrada, por contar com assistência elétrica, aponta para um patamar superior, com estimativas na ordem dos 700 cv. Há até rumores que falam num valor que pode chegar a uns impressionantes 900 cv.
A ligação ao universo das corridas ajuda a enquadrar esta estratégia: ao desenvolver em paralelo uma base capaz de suportar uma versão GT3, a Toyota consegue transferir soluções de arrefecimento, durabilidade e gestão térmica para o automóvel de estrada - algo que tende a beneficiar tanto a fiabilidade como o desempenho consistente em utilização exigente.
Contagem decrescente
Outra peça do puzzle que tem alimentado o mistério é o emblema que o modelo irá exibir. Porém, esta dúvida parece estar praticamente resolvida.
No passado dia 10 de outubro, a Toyota colocou um painel publicitário junto ao circuito japonês Fuji Speedway, reunindo três desportivos marcantes da sua história: o Toyota 2000GT, o Lexus LFA e o futuro modelo, já com o logótipo “GR”. Tudo aponta para que a designação final seja mesmo Toyota GR GT.
Para a confirmação definitiva, resta esperar até às 2h00 de 5 de dezembro, altura em que o novo supercarro japonês deverá ser finalmente revelado.
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