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O Exército da Tailândia confirmou a compra à China de mais um lote de novos veículos blindados 8×8 VN-1.

Blindado militar de oito rodas com camuflagem verde, castanha e preta exposto em interior moderno.

O Exército da Tailândia confirmou a aquisição, junto da China, de um lote adicional de VCBR 8×8 VN-1, reforçando as suas capacidades de apoio às forças de infantaria. Estes blindados são concebidos e produzidos pela empresa estatal China North Industries Corporation (Norinco). De acordo com informações avançadas a publicações especializadas, o contrato foi assinado a 12 de janeiro, em Pequim, algo que viria depois a ser corroborado pelo Gabinete do Adido de Defesa da embaixada tailandesa em território chinês.

Contrato em Pequim e financiamento (VN-1 / VCBR 8×8 Norinco)

Fontes locais indicam que a operação implicará um investimento na ordem de 1 000 milhões de baht (cerca de 29,1 milhões de dólares), verba já prevista no orçamento de defesa para o ano fiscal de 2025. Este fornecimento constitui o quarto lote de veículos da família VN-1 destinado a equipar o Exército em Banguecoque.

O acordo foi formalizado por Liu Jinkui, em representação da Norinco, e pelo tenente-general Natthaporn Khwam-yam, actualmente chefe do Departamento de Artilharia do Exército tailandês.

Aquisição de longo prazo, não ligada a tensões fronteiriças

As autoridades militares tailandesas salientaram, perante os meios de comunicação nacionais, que a compra deste novo lote se enquadra num programa de aquisições já em execução, correspondendo, segundo a mesma fonte, à última fase prevista desse plano. Esta clarificação surge no contexto de especulações que associavam a necessidade de novos blindados às tensões na fronteira entre a Tailândia e o Camboja; ainda assim, o enquadramento apontado é de planeamento de longo prazo, e não uma resposta directa a um incidente específico.

Frota existente: 111 viaturas VN-1 (ZBL-08) e variantes

Importa sublinhar que a Tailândia já opera 111 exemplares da família VN-1, também referidos como ZBL-08 na sua designação de exportação. Essas viaturas foram entregues em cinco variantes distintas, incluindo:

  • Transporte de pessoal
  • Evacuação médica de emergência
  • Morteiro autopropulsado (com sistema SM4A de 120 mm)
  • Recuperação de viaturas
  • Comando

O primeiro contrato para estes blindados foi assinado em 2017, tendo as entregas começado em 2021.

Cooperação de defesa Tailândia–China para além dos VCBR 8×8 VN-1

A compra dos VCBR 8×8 VN-1 não é, contudo, o único eixo de cooperação entre Banguecoque e Pequim no domínio da defesa. A China tem-se afirmado como fornecedora relevante de equipamento e como parceira em exercícios combinados para a Tailândia.

Entre exemplos recentes, destaca-se a aquisição do submarino de ataque S26T para a Marinha tailandesa, um processo marcado por várias alterações devido à substituição dos motores alemães originalmente previstos (MTRU-396) por motores CGD620 de fabrico chinês. Além disso, o gigante asiático forneceu os novos fuzis QBZ-195T a unidades de operações especiais tailandesas, que se tornaram o primeiro cliente internacional desse armamento.

Integração operacional, formação e manutenção

A introdução de novos VN-1 tende a exigir uma calendarização cuidada de formação de tripulações, manutenção preventiva e gestão de sobressalentes, sobretudo quando existem várias variantes em serviço. Em programas deste tipo, a disponibilidade operacional depende não apenas do número de viaturas adquiridas, mas também de aspectos como a preparação dos mecânicos, a logística de peças e a articulação com as unidades de infantaria que as utilizam no terreno.

Interoperabilidade e emprego em exercícios

Num contexto regional em que os exércitos procuram modernizar frotas de blindados e aumentar a prontidão, a continuidade de aquisições como a dos VCBR 8×8 VN-1 pode também facilitar a padronização de procedimentos e a participação em exercícios combinados, ao permitir que as unidades mantenham doutrinas e ciclos de treino consistentes. Esta estabilidade, por norma, melhora a integração entre plataformas de transporte, comando, evacuação médica e apoio de fogo indirecto, como no caso do SM4A de 120 mm.

Imagens utilizadas apenas a título ilustrativo.

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