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Evite o ciclo “rápido”: 5 dicas para reduzir o consumo na sua máquina de lavar roupa

Pessoa a ajustar programa ecológico na máquina de lavar roupas segurando frasco com produto caseiro.

Pequenos ajustes no dia a dia podem ter um impacto maior do que parece - tanto na fatura da eletricidade como na pegada ambiental. E a lavandaria, por ser uma rotina constante, é um daqueles sítios onde uma mudança simples se nota ao fim do mês.

Em Portugal, como noutros países, muita gente tenta cortar custos onde é possível, e o consumo de energia é um alvo óbvio. A boa notícia é que não é preciso investir em equipamentos novos para começar a poupar. Como lembra a Engie no seu mais recente comunicado, “optimiser l’usage de ses appareils du quotidien représente un levier concret, accessible à tous pour consommer moins et mieux”.

Foi precisamente nessa linha que o grupo de energia partilhou hábitos práticos para reduzir o consumo elétrico no dia a dia. E, entre os vários gastos energéticos em casa, a lavagem é um dos mais fáceis de otimizar sem perder conforto. Eis 5 boas rotinas para adotar sempre que põe uma máquina a trabalhar.

Machine à laver : comment réduire votre consommation d’énergie facilement ?

Embora o lave-linge não seja o eletrodoméstico mais “gastador”, compensa criar bons hábitos para evitar consumo desnecessário. Não custa nada e, ainda assim, pode fazer diferença na conta da luz.

Para começar, o primeiro reflexo deve ser encher corretamente o tambor do lave-linge antes de iniciar o ciclo. Parece óbvio, mas vale a pena reforçar: ao evitar lavar com o tambor a meio, reduz o número de lavagens ao longo do tempo. E isso, no final, pesa (e muito) na fatura.

Muita gente não se apercebe de como a temperatura escolhida influencia o consumo. Quanto mais alta a temperatura, mais energia a máquina gasta a aquecer a água. Na prática, até 80% a 90% da eletricidade consumida numa lavagem vai para a resistência; o resto alimenta o motor e a eletrónica. Uma diferença de apenas 10°C pode mudar tudo. Segundo um estudo do laboratório Testex, passar de uma lavagem a 40°C para 30°C permite poupar 30% de energia. E como lavar a 30°C também é melhor para a roupa, é uma forma simples de consumir menos. O contraste é grande: fazer uma máquina a 60°C ou 90°C aumenta o consumo em, pelo menos, 50% face a uma lavagem a 30°C. Já sabe qual é a temperatura “vencedora” para as próximas lavagens.

Se se habituou aos ciclos rápidos/express, há aqui um alerta. Estes programas mais curtos são, muitas vezes, uma falsa boa ideia. Como a máquina precisa de aquecer muito depressa para lavar em pouco tempo, usar ciclos express de forma sistemática torna-se bastante mais energético. Assim, a Engie recomenda apostar no modo “Eco” sempre que possível. É mais demorado, sim, mas tende a ser melhor para a sua fatura e para o ambiente.

Fazer manutenção regular à máquina de lavar é uma das melhores formas de evitar consumos extra e ainda prolongar a vida útil do equipamento. E, por fim, se tem tarifário com períodos de vazio (equivalente a “heures creuses / heures pleines”), a Engie aconselha a programar as lavagens para essas horas, reduzindo o custo da fatura com o mesmo nível de consumo.

Claro que a lógica aplica-se também a outros eletrodomésticos. A máquina de secar é a mais energética de todas. Por isso, faz sentido usá-la com moderação e privilegiar a secagem ao ar livre sempre que der, deixando o uso mais para o inverno. Programas longos a baixa temperatura ajudam a poupar face a uma secagem rápida, e algo tão simples como separar/organizar a roupa pode fazer diferença. Ao pré-secar a roupa, também reduz o tempo de funcionamento do aparelho.

No caso da máquina de lavar loiça, a ideia é semelhante. O modo “Eco” é o mais indicado para cortar consumo, porque usa uma temperatura mais baixa e um ciclo mais longo, normalmente menos exigente em energia. Tal como no lave-linge, evite pô-la a trabalhar se não estiver completamente cheia. E não se esqueça de limpar o filtro regularmente - é um pormenor que conta.

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