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Força Aérea Brasileira (FAB) apreende mais de 500 kg de cocaína numa pista clandestina no Amazonas

Cinco militares ao lado de um avião pequeno com caixas e malas empilhadas num aeroporto rodeado de vegetação.

No quadro das operações permanentes de controlo do espaço aéreo junto às suas fronteiras, a Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou uma rota de tráfico aéreo e apreendeu mais de 500 quilogramas de cocaína numa pista de aterragem clandestina no estado do Amazonas, em carga proveniente da Bolívia. A acção decorreu na madrugada de 27 de Janeiro, em articulação com a Polícia Federal e outras forças de segurança pública, e insere-se na estratégia de vigilância reforçada ao longo do último ano, após a intensificação de voos ilícitos com origem em países vizinhos.

Detecção pelo COMAE e intercepção da Força Aérea Brasileira (FAB)

Segundo o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), a ocorrência começou quando um Cessna 210 entrou no espaço aéreo brasileiro vindo da Bolívia sem estabelecer contacto com os controladores de tráfego aéreo. Perante a irregularidade, a FAB activou de imediato os procedimentos de resposta e empenhou um helicóptero H-60 Black Hawk para cumprir o protocolo de intercepção no terreno.

O desfecho deu-se com a localização e imobilização da aeronave numa pista não certificada na zona de Maués, a cerca de 300 quilómetros de Manaus. Nas imediações, ocultos na vegetação, foram encontrados armamento e 15 fardos de cocaína, que perfizeram 501,76 quilogramas.

Apreensão, transporte e actuação conjunta das autoridades

A droga e os materiais recolhidos foram transportados numa aeronave da FAB e entregues às entidades competentes para os trâmites legais e posterior destruição. De acordo com informação oficial, a operação reuniu a Polícia Federal, forças de segurança do Mato Grosso e do Amazonas, bem como a equipa técnica da Secretaria da Receita Federal, consolidando uma resposta rápida, coordenada e integrada face ao narcotráfico transfronteiriço.

Em acções desta natureza, a preservação da cadeia de custódia é determinante: o acondicionamento, a pesagem, o registo e a entrega formal às autoridades responsáveis permitem garantir a validade processual da prova e evitar perdas de material apreendido, sobretudo em ambientes remotos e de difícil acesso como a Amazónia.

Operações em 2025 no âmbito do SISDABRA com A-29 Super Tucano e F-5M Tiger II

Esta intervenção no Amazonas reflecte a continuidade do esforço operacional da Força Aérea Brasileira (FAB) ao longo de 2025, período em que aeronaves de ataque Embraer A-29 Super Tucano e caças Northrop F-5M Tiger II realizaram várias intercepções em zonas sensíveis, incluindo Roraima (fronteira com a Venezuela) e Mato Grosso do Sul. As missões, conduzidas no quadro do Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial (SISDABRA), têm permitido detectar e neutralizar aeronaves irregulares com origem, entre outros pontos, na Venezuela e na Bolívia, sublinhando o papel dos meios aéreos na defesa da soberania nacional.

A arquitectura operacional assenta na combinação de sistemas de aviso antecipado, meios de combate e equipas de inspecção no terreno. Em regiões extensas e com baixa densidade de infra-estruturas, a integração entre vigilância, comando e resposta rápida é decisiva para encurtar tempos de reacção e reduzir as oportunidades de fuga, sobretudo quando são utilizadas pistas clandestinas e itinerários de baixa altitude.

Cooperação civil-militar e reforço da segurança do espaço aéreo

Com um dispositivo que articula sensores, aeronaves e acções no solo, a FAB reafirma o compromisso com a protecção do espaço aéreo e o combate ao tráfico ilícito. A apreensão no Amazonas evidencia não só a eficácia do controlo aéreo, como também o aprofundamento da cooperação entre instituições militares e civis na resposta a ameaças à segurança e à integridade territorial do Brasil.

Imagem de capa meramente ilustrativa. Créditos: Força Aérea Brasileira.

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