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Com autorização do Governo Nacional, a Marinha Argentina partiu para o Brasil para participar no exercício ACRUX XII.

Militares em uniforme branco observam com binóculos do convés de um navio brasileiro, com bandeiras do Brasil e Argentina.

Após a autorização por Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) emitida pelo Governo Nacional dias antes, a Armada Argentina confirmou, a 2 de abril, o início do destacamento de meios e pessoal com destino ao Brasil para participar no Exercício ACRUX XII. Esta edição volta a reunir forças navais e fluviais da Argentina, do Brasil e do Uruguai, contando também com a participação do Paraguai e da Bolívia, e terá como enquadramento operacional as águas e várias localidades do estado de Mato Grosso do Sul.

Exercício ACRUX XII: participação da Armada Argentina e forças envolvidas

De acordo com a informação divulgada pela Armada Argentina, foram projectados meios e efectivos da Divisão de Patrulha Fluvial e do Batalhão de Infantaria de Marinha n.º 3 “Almirante Eleazar Videla”. Em concreto, seguiram em direcção ao Brasil o navio multipropósito ARA “Cidade de Rosário” e as lanchas patrulheiras ARA “Rio Santiago” e ARA “Ponta Mogotes”.

A deslocação até ao teatro de operações será feita pela Hidrovia Paraná–Paraguai, com a progressão fluvial a incluir escalas na cidade de Corrientes, bem como em portos internacionais do Paraguai e do Brasil. Após a chegada ao Brasil, os meios e o pessoal argentinos integrar-se-ão na Força de Tarefa Fluvial Combinada do Exercício ACRUX XII.

Calendário, base logística e área de operações no Brasil

Esta edição do exercício combinado decorrerá entre 16 e 26 de abril, em território brasileiro, tendo como epicentro logístico o Complexo Naval de Ladário (CNLa), sede do Comando do 6.º Distrito Naval da Marinha do Brasil.

Segundo a Armada Argentina, “o cenário de operações terá lugar no leito e nas margens do rio Paraguai, no troço compreendido entre o CNLa e a ilha Tira Catinga, onde as marinhas participantes irão empregar navios multipropósito, transportes de tropas e de apoio logístico, lanchas patrulheiras e de combate, navio balizador, guarda-costeiros, helicópteros, forças especiais e unidades de Infantaria de Marinha”.

Missões previstas da Força de Tarefa Fluvial Combinada

A mesma fonte acrescentou que “a Força de Tarefa Fluvial Combinada executará patrulhas ribeirinhas, desembarque fluvial, protecção da força-tarefa, controlo do tráfego fluvial, apoio aéreo aproximado e assalto fluvial nocturno, com o objectivo de pôr em prática a interoperabilidade das forças intervenientes, para trabalharem com segurança e eficiência nas áreas de responsabilidade”.

Para além do treino táctico, a natureza multinacional do ACRUX XII reforça mecanismos de coordenação e comunicações entre marinhas com responsabilidades em vias navegáveis estratégicas, contribuindo para respostas mais rápidas e articuladas a incidentes de segurança, situações de crise e necessidades de apoio logístico em ambientes ribeirinhos.

A realização das actividades em Mato Grosso do Sul, numa região influenciada por ecossistemas sensíveis como o Pantanal, sublinha também a importância de procedimentos operacionais compatíveis com a navegação em rios de grande extensão, onde a gestão de tráfego, a protecção de margens e a actuação conjunta exigem planeamento detalhado e disciplina de execução.

Fotografia de capa utilizada a título meramente ilustrativo.

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