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É preocupante, mas é preciso preparar-se: o que inclui o kit de sobrevivência do governo para proteção contra catástrofes?

Família prepara mochila com kit de emergência, alimentos e água na sala de estar.

O Executivo acabou de divulgar um guia considerado essencial, dirigido a todos os cidadãos franceses.

A proposta é simples e prática: aprender a viver durante 72 horas em caso de crise. É esse o objectivo do guia de sobrevivência intitulado “Todos responsáveis”, lançado pelo Governo na quinta-feira, 20 de Novembro. A mensagem de base é clara: “Temos de nos preparar para continuar a viver com normalidade em caso de crise”. Eis os pontos principais a reter.

Antes de mais, o Estado sublinha que a preparação é necessária porque já ocorreram, no passado, diferentes tipos de catástrofes. Entre os cenários referidos estão:

  • Riscos naturais, como inundações e tempestades
  • Riscos de saúde pública, como a pandemia de Covid-19
  • Riscos tecnológicos, como falhas de electricidade e acidentes nucleares
  • Conflitos armados e actos terroristas

Guia de sobrevivência “Todos responsáveis”: como aguentar 72 horas sem apoio externo

Perante situações deste tipo, os três primeiros dias tendem a ser os mais críticos e também os mais difíceis para os cidadãos. Por isso, o Governo recomenda que cada pessoa (ou família) tenha, em local acessível, um kit de emergência - também entendido como kit de sobrevivência - pronto a usar.

Um kit de sobrevivência a não descurar

De acordo com a lista divulgada pelo Le Parisien, o kit deve incluir:

  • Água
  • Alimentos
  • Estojo de primeiros socorros, incluindo medicamentos
  • Itens para manter o calor e garantir iluminação
  • Carregador de telemóvel
  • Lanterna e velas para iluminar
  • Rádio (para se manter informado)
  • Pilhas
  • Dinheiro
  • Documentos (por exemplo, documentos de identificação)
  • Entretenimento para ocupar o tempo (livros, jogos, etc.)

Um aspecto prático que costuma ser esquecido é a manutenção: faz sentido verificar prazos de validade (medicamentos e alimentos), testar pilhas e carregadores e manter os documentos em bolsa impermeável. Um kit bem montado, mas desactualizado, pode falhar quando for mesmo necessário.

Também ajuda definir, com antecedência, um pequeno plano familiar: como comunicar se as redes falharem, onde reencontrar-se e que informação seguir. Em contexto de crise, reduzir a improvisação é meio caminho andado para manter a calma e tomar melhores decisões.

Primeiros socorros: formação que pode salvar vidas

O guia salienta ainda a importância de os cidadãos se formarem o máximo possível em primeiros socorros, incluindo competências como realizar massagem cardíaca e saber utilizar um desfibrilhador. Em emergências, esta preparação pode fazer a diferença enquanto o socorro não chega ou enquanto os serviços estão sobrecarregados.

Reacções dos cidadãos: entre a utilidade e a preocupação

Apesar de iniciativas deste género poderem, por vezes, alarmar a população, a BFM foi ouvir pessoas na rua. Um dos entrevistados considera positivo haver orientação prática: “Há conselhos, por isso é melhor do que ser apanhado desprevenido. Se acontecer alguma coisa, estamos prontos.” Outro reforça a mesma ideia: “Eu diria que é preciso estar preparado para qualquer eventualidade.”

Ainda assim, há quem olhe para o tema com mais reservas: “Acho que fazem isto para tentar prevenir, portanto, de certa forma é bom; mas, pessoalmente, só de pensar nisso já me deixa preocupado.”

E do seu lado, o que pensa destes conselhos de bom senso por parte do Governo? Partilhe a sua opinião nos comentários.

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