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Só um combustível vai descer de preço para a semana

Jovem de casaco bege junto a painel de preços de gasolina com palavra "falling" iluminada a verde.

Na primeira semana de 2026, o preço dos combustíveis voltou a subir depois de três semanas seguidas de quedas. Contudo, a partir do início da próxima semana - 5 de janeiro - a trajetória deverá regressar às descidas.

Ainda assim, de acordo com fontes do setor, a descida deverá ser muito limitada e concentrar-se apenas num produto: a gasolina simples poderá ficar cerca de 0,5 cêntimos por litro mais barata. Já o gasóleo simples não deverá registar alterações, permanecendo no patamar atual.

Se estas estimativas se confirmarem, o preço médio da gasolina simples deverá passar para 1,656 €/l, enquanto o do gasóleo simples deverá manter-se nos 1,533 €/l.

Como é calculado o preço dos combustíveis (DGEG)

A estimativa do preço dos combustíveis é apurada a partir dos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os valores de quinta-feira, 1 de janeiro, o primeiro dia de 2026.

Os números divulgados pela DGEG já refletem os descontos aplicados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente em vigor.

Mesmo assim, importa sublinhar que estes valores não correspondem, necessariamente, ao preço final que verá na bomba. Tratam-se de referências médias e indicativas: cada revendedor mantém autonomia para definir os preços conforme a sua estratégia comercial.

Além disso, variações aparentemente pequenas (como meio cêntimo) podem ter impacto diferente consoante a rede, a localização do posto e a política de descontos (cartões, campanhas temporárias ou parcerias). Por isso, a experiência real do consumidor pode divergir do valor médio publicado.

Medidas do governo em vigor e impacto no ISP no preço dos combustíveis

Desde 2022, continuam ativas as medidas do governo destinadas a atenuar o aumento do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, estas medidas têm vindo a ser progressivamente revertidas, também por orientação da União Europeia.

No final de novembro, o valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi atualizado para 497,52 euros por 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1 000 litros no gasóleo.

Esta revisão traduziu-se num agravamento fiscal por litro de cerca de 1,6 cêntimos na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos no gasóleo.

Com esta mudança, o chamado «desconto fiscal» encolheu e, apesar das descidas verificadas nas cotações finais, os portugueses acabam por não sentir integralmente a redução no preço dos combustíveis.

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